... O sintoma, por exemplo. Vocês já deixaram de tentar mudar um sintoma? Querer mudar um sintoma é sintoma... Isso se muda?
      A questão de se fazer a palavra chegar onde ela não chega, que eu digo ser o impossível arteofício que desejamos herdar de Freud – e neste desejar já vai algo a ser analisado – é a questão que o tempo todo se impõe nestas nossas conversas: transar o intransável – por que não?
      De alguma forma vamos morrer, não é? Alguém duvida? Então vamos procurar a morte de modo que fique bem tarde encontrá-la. Por exemplo, esta coisa de perseguir a psicanálise. Pode servir. Trata-se de tentar ser Deus sabendo-se, até a raiz dos cabelos, que isso é pura brincadeira. Assim se merece, por este pecado, um inferno maneiro, este próprio para o Diabo que não desafia a sua origem, mas que quer saber dela como só Deus pode saber.


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